segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Natural

Quinze dias de água salgada,
a pele é vermelha pelos sorrisos do Rei Sol 
Nos despimos para nos conectar com a natureza 
Desvirginando mares e cachoeiras 
A beleza nua do Sapiens transformada em arte numa brincadeira de desafios e auto-conhecimento
Meu corpo se liberta, transformando tabus em expressão 
O ano é novo e coberto de novos rumos e horizontes
 Descubro-me crua 
Simples e sincera... 
Nudificar é poetizar a natureza, fazendo das minhas curvas os versos mais bonitos
Estar só é estar livre e em paz.





Dedicado ao Projeto Máscaras Despidas realizado por Jéssica Toniatti e Leandro Stunti e, aos amigos que vivenciaram o amor e a natureza de Angra dos Reis.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Um retrato diferente

O mais fascinante de tudo que é tangível no mundo são as diferenças, isso... As diferenças são incríveis. Cores, texturas, formatos, maneiras, cheiros.
Essa não-igualdade é instigante, nos faz querer buscar as diferenças que existem em cada lugar, em cada tudo; nos torna curiosos e também nos impulsiona a buscar e conhecer novos habitats e cada vez mais nos tornar uma parte de um todo, parte desse (in)finito universo que vivemos.
O conhecimento é uma joia e a curiosidade é valiosa demais, muito mais do que imaginamos. Essa vontade e essa sede de saber cada vez mais e conhecer essas diferenças também nos faz notar as nossas peculiaridades e o nosso olhar perante o mundo e às novas informações.
Mas, em quesitos de ‘intangibilidade’, as coisas não palpáveis como personalidade, cultura, informação e opinião também são imensamente ricas de uma diferença importante. Que chato seria se todas as pessoas fossem iguais, ou se todos gostassem do amarelo, ou do azul...
As diferentes pessoas e culturas são tão fascinantes quanto o que esse conhecimento constrói materialmente.
Não pude conhecer tudo o que quero desse mundo ainda (e estou muito longe disso), mas já posso listar facilmente onde quero chegar. Se hoje eu sei o que quero é porque há pessoas e coisas que me inspiram, me indicam e me ajudam a construir um sonho diferente. Sempre quis ser diferente e buscar coisas novas, seja em viagens, experiências, conversas, rodas filosóficas, livros ou sites e é por querer tanto buscar novas coisas que vejo aqui uma oportunidade incrível de mostrar ainda mais o que sou e buscar conhecimento em outras culturas e experiências.

Ser diferente é um sonho, poder ser eu mesma é incrível. E aqui vou me mostrando, me descobrindo em um caminho desconhecido vou buscando minha Morada.  Porque aqui sou e aqui estou inteira e completa buscando tudo o que me agrega e me faz feliz e bem. 

À todas as pessoas que querem e buscam as diferenças

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Macumba

do bem.

A noite virou rápida e agitada. A areia da praia enfeitava nossas pernas e o batuque do Atabaque rolava repetidamente durante toda a madrugada.
Vinham santos, orixás, caboclos, índios, ciganos, baianos, guias espirituais e turistas nos visitar. O canto entoava a festa e a cerimônia deixando tudo mais rit-ma-do.
As saias brancas e rodadas dançavam noite a dentro, emanando sua própria luz e alegria da Gira.
A mistura é da África e da Europa, mas é marcada na tradição brasileira e tem toda sua brasileiridade do começo ao fim. Eram brancos e negros; todos cantando e trazendo mensagens do bem com suas saudações, cumprimentos e abraços.
Era uma grande poesia a beira-mar, via-se brilho, dedicação, flores, rendas, estampas, estátuas e muita devoção e amor no que se fazia. Pra mim, particularmente tudo muito inédito, e ali meus olhos captaram uma beleza imensurável de votos de FÉ. Uma crença sem tamanho nos espíritos e na natureza, uma profissão linda de se viver. Muitos que se encontravam ali viajaram horas a fim de encontrar o mar e ali depositar suas oferendas à Rainha do Mar, “dona” e motivo de toda aquela festança: Mãe Iemanjá.
Vivi uma das experiências mais encantadoras da minha vida, uma energia que me emocionou e que me tocou de uma maneira muito única, e é muito bom conhecer um pouco dessas histórias tão presentes na história do Brasil e de minha raça.
Desejo muita paz a cada terreiro e cada ser que de boa fé entregou seu corpo como meio para transmissão de mensagens, carinhos e cultura.

Salve Iemanjá

Especialmente para Daniela, Naya e Tek Aqui fica um coração cheio de boas lembranças com vocês de um dia que jamais vou esquecer.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Quatro

E como as coisas são...
Ontem, mais do que nunca pude reparar o quanto TUDO o que você faz me encanta e me deixa cada vez mais apaixonada por ti.
Para a maioria das pessoas, hoje é só mais um dia comum, uma quarta feira em novembro, mas para nós um dia diferente, com um brilho diferente, com minutos e horas diferentes.
Hoje, dia 27/11/2013 completamos 04 meses (é pouco, eu sei!) de uma união que mudaria nossas vidas, para sempre!
Por algum motivo encontramos razões um no outro para selar um compromisso que já conta muitas histórias bonitas, e que quer contar muito mais. Em quatro meses nos conhecemos, nos dividimos e nos apaixonamos completamente, e cada vez mais um pelo o outro e por NÓS juntos.
Eu penso em você desde o amanhecer, até quando eu me deito. Cada plano e cada desejo de viver já incluem você, e é como se eu não conseguisse evitar e não quisesse mais que saísse da minha vida.
Hoje, você é como uma base pra mim, é onde me sustento e onde busco meu apoio e a melhor companhia para rir e conversar, é com você que quero e vou passar o resto da minha vida, porque juntos somos mais, juntos somos maiores e nada há de separar esse amor que nos une.
Somo o que há de melhor, somos o que dá pra fazer, o que não da pra evitar e não se pode esconder.
“Se eu tivesse a força que você pensa que eu tenho, eu gravaria do metal da minha pele o teu desenho. Feitos um para o outro, feitos pra durar...

Uma luz que não produz sombras!”


segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Picadeiro ♥

E, no fim não importa. 

Somos todos iguais, com suas dificuldades e limitações

Mas também com qualidades e superações.

Sob a lona do picadeiro, aprendemos uma arte

A arte do desafio, de cumpri-los e supera-los

Sob a lona colorida, e com estrelas aleatórias

Fazemos brincadeiras e fazemos da vida

Uma dimensão lúdica linda de se ver, linda feita boneca de pano.

No trapézio, sobre uma bola, nas cortinas ou no lindo bambolê de ferro

Sua concentração está em jogo, o equilíbrio interno é o mais exigido...

O risco é poesia, e os sorrisos não são tão forçados apesar da dor

Pois quando se voa, e quando se está la em cima,

Não vemos somente o público, mas também

Objetivos sendo cumpridos com sucesso, brilho e alegria.

Cada verso dessa poesia arriscada,

Vira riso e choro no final do espetáculo.


Especialmente à Luana Gueiros, Gabriele Barros e Natália Yasmim