quinta-feira, 25 de julho de 2013

Estradas



                Cerrei meus olhos e quando percebi já estava em outra dimensão, sonhando e viajando por caminhos que até então eram desconhecidos, mas eram exatamente os caminhos por onde eu mais desejava passar e conhecer.
                Seus olhos e seu sorriso me encantavam, e me convidava a conhecer mais de você e de um mundo de amor, te ver me estremece os sentidos e me faz perder o fôlego como uma criança que brinca a tarde toda em um parque de diversões.   Tua fala é como canção e seu toque como droga que me vicia e me deixa atordoada com o mais breve contato.
                Os caminhos por onde quero caminhar, são os seus caminhos. É pelas tuas estradas físicas que quero traçar histórias e contos para pós-meia-noite, são nas tuas curvas que quero me perder e é nesse labirinto que quero me achar.
                E, essa tal história por mais que clichê que seja, eu quero mais é que se exploda e queime tudo, porque vai ser desse fogo que vou alimentar as noites que vamos virar juntos, com drinks ou cafés, com edredons ou nus, e vai ser assim construiremos uma frase ou um livro a cada  vez que fizermos tudo valer a pena, e então e só então a felicidade nos tomará de repente fazendo de nós um, mas que separados também são completos.
                Não temos tempo a perder, o que nos resta é curtir e viajar por nossas estradas, e dominar nosso território desbravando diversas formas de expressão, amor e felicidade. O que mais queremos é conhecer o mundo e suas vielas com sotaques diferentes, juntos ou não, teremos histórias em comum com “destinos” diferentes e seremos especialmente únicos por cada vírgula que pontuamos nessa louca história de desbravamentos.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Descobertas no despertar

Podia ser em qualquer situação, mas o universo conspirou para que tudo acontecesse no momento e no lugar certo. E assim foi, sem arrependimentos.
Senti cada grão de areia sutilmente sob meus pés, e não me sentia. Vi tudo expansivo de um jeito que só depois de muita concentração conseguia atingir um estado tão alto de consciência e unificação com o universo. E assim me fundi com todo o resto.
Fiz de todos os momentos poesia e inspiração. Senti amor pela terra, Mãe Terra. Amei cada segundo e cada troca de energia contemplada por algumas horas de nirvana. O som do mar foi altamente hipnotizante e mais uma vez me peguei fiscalizando a natureza em busca da perfeição do ser e das coisas presentes nesse tempo.
As montanhas compunham o fundo do meu cenário favorito, jogado dentro de uma cidade maravilhosa rodeada de água salgada e limpa. As risadas e a baixa pressão amoleceram meu corpo e meus músculos e me fizeram sentar e meditar beira-mar, e foi ali naquele banco em Copacabana que senti a luz preenchendo meu ser, me mostrando coisas e detalhes que meus olhos não podiam ver, mas a minha essência sim; coisas além do material, e que de repente podem te trazer a alegria mais sublime e mais sincera que existe. Deixei fluir dentro de mim a imensa força do despertar, me expandindo para o tamanho do universo que estou contida, força que cria e muda meu ser, de hoje, ontem e sempre para melhor.
Hoje sou outra pessoa, não só porque conheci mais um lugar, mas porque me permiti sentir o que queria e me permiti fazer o que eu achei certo – no momento ou na eternidade -, hoje sou completa e o amor me move, me move para o destino que quero ter, me move para a história que quero contar.
Depois daqueles dias percebi o quanto mudei, não sou mais só viajante de estradas, mas também sou uma eterna viajante da vida, a procura de todas as formas de felicidade soltas nesse mundão.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Vinte e um, vinte e sete do seis



                E tolamente me peguei correndo, subindo apressada os degraus das escadas rolantes do costumeiro metrô de cada dia. Logo depois, parei e me perguntei o porque da pressa. Cruelmente não encontrei resposta. Voltei a caminhar. Olhei ao meu redor e vi a pressa presa na falta de agilidade de algumas pernas vencidas pela idade.

                Tão jovem e tão calma, tão experientes e tão apressados, qual o sentido desse ritmo acelerado que levamos? Viveremos mais se fizermos mais coisas em menos tempo? Ou será que viveremos melhor se aproveitarmos cada momento intensa e profundamente?

                Há questões que simplesmente não posso responder com vinte e um anos, mas hoje no dia em que completei mais um verão tive a certeza que o meu ritmo não é esse, o meu ritmo é levado por outra coisa, meu relógio é diferente. Agora suspiro, e vivo, fazendo uma coisa de cada vez.  Aprendi aos vinte anos que não devo correr nas escadas rolantes – e em nenhum lugar -, porque talvez seja um dos raros momentos que tenho para pensar e refletir sobre mim, e não dedicarei mais esse tempo aos outros, ao emprego, à carreira, aos estudos. Esse tempo agora é meu, e eu vou controla-lo como for preciso para viver em paz na plenitude. Para ser completa e ser a laranja inteira. Ser.

                Sendo assim, a felicidade me transborda, e sou toda abraços para o mundo, e o quero enlaçado em meus pequenos braços. É assim, que sempre seja assim, e que só mude quando eu decidir mudar. O futuro pertence a mim, e farei dele meu livro de histórias incríveis e alucinantes.

                Enjoy your life.

                Ama a vida e segue!

segunda-feira, 24 de junho de 2013

sábado, 22 de junho de 2013

Confissões ao acaso

E agora, jogo para o alto palavras saudosas...

Por que... Não é mais você que se aconchega no lado frio do meu colchão
Não sinto mais seu perfume no moletom que usei quando te vi no último sábado
Não tenho mais sua alegria que preenche todo o espaço do meu quarto nos fins de tarde
Nem aquele abraço apertado nas plataformas de estações de trens que vem e vão
Você não é o cara mais sexy do mundo, mas nunca quis um desses;
Você era o cara com quem eu escolhi fazer planos, e vários deles
- chegamos até a escolher estampas de cortina de um ninho de carinho -
Era também o cara que me transbordava e me fazia rir de piadas sem graça
Era o cara que dividia o chocolate e as hemácias ácidas comigo
Era, pura e simplesmente o principal motivo do meu riso, do meu dormir tranquilo, do meu acordar alegre e do meu viver pleno
Era em ti que encontrava esperança
E, por ele me adequava às nossas diferenças tão polares,
Mas tão pequenas perto do carinho que nos cercava.

Ao moço que ainda gosto,
Minhas lembranças

                                                                                                                                          One more time;